Senna vive no Rio de Janeiro, onde nasceu, e atua como professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no qual desenvolve pesquisas e orienta pesquisadores em formação, em nível de mestrado e doutorado. Ainda na Faculdade de Educação da UERJ, ministra aulas no sistema de Graduação, para os cursos de Formação de Professores, e no Instituto de Psicologia, também da UERJ, dá aulas no Curso de Especialização em Psicopedagogia.
Sua atividade acadêmica concentra-se na área de Linguística Aplicada ao Letramento e à Alfabetização, desenvolvendo estudos ora aplicados à conceituação e à organização curricular das práticas interdisciplinares de letramento, ora aplicados ao desenvolvimento de modelos teórico-explicativos que contribuam para a compreensão de estados cognitivos de desenvolvimento proximal à escrita e à cultura matemático-científica.
Para assegurar que sua contribuição para a formação de agentes de Educação Básica possa efetivamente conjugar o conhecimento acadêmico e o cotidiano da escola, Luiz Antonio atua como docente no Ensino Médio Nortuno do Colégio Brigadeiro Newton Braga (Unidade Federal de Ensino Público, subordinada ao Comando da Aeronáutica), onde aplica e analisa o impacto de teorias cognitivas sobre o desenvolvimento do processo de letramento numa perspectiva interdisciplinar.
Com um olhar preferencial sobre o ensino público, iniciou sua carreira formando-se no Instituto de Educação do Rio de Janeiro,como professor das séries iniciais do ensino fundamental, e, a partir de então, passou a cultivar o hábito de ter na escola o parâmetro de suas investigações acadêmicas, desde a Licenciatura em Letras, pela UERJ, até o Mestrado e o Doutorado em Lingüística Aplicada, pela PUC-Rio.
Hoje, mais do que nunca, atua em favor da redescoberta do sentido da Escola, defendendo exaustivamente o direito à pluralidade cultural como pré-condição para a aprendizagem e para a formação para a cidadania.
Mais do que um novo paradigma pós-estruturalista, Luiz Antonio busca traduzir no cotidiano da escola os princípios que fazem da linguagem o eixo de integração entre os sujeitos sociais, partindo de uma concepção sócio-interacionista da cognição humana. Ele, que quando em criança desejou formar-se bombeiro, entende-se hoje como um incendiário de professores, desejando fazê-los seus parceiros na construção de uma escola genuinamente brasileira, na qual caibam os verdadeiros brasileiros. Costuma dizer que tudo começou quando descobriu que a ciência é um dogma e que a única verdade está em cada um, devendo ser respeitada.